A construção de um monumento no local aonde foi proclamada a independência do Brasil foi autorizada pelo próprio Imperador Dom Pedro I um ano após o fato, porém apenas em 1890 é que o projeto avança com o projeto do escultor italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi com a obra conduzida pelo empreiteiro Luigi Pucci, também italiano. A inauguração ocorreu em 7 de setembro de 1895 com uma grande solenidade. Alguns anos depois em 1908 o paisagista belga Arsenius Puttemans projetou e instalou os jardins em torno do edifício, inspirado no paisagismo barroco francês. Os jardins foram ampliados na obra de ajardinamento e de construção do Monumento, tendo em vista as celebrações que ocorreriam em 1922.
O Monumento à Independência foi planejado como parte das comemorações do centenário da independência. Em 1917, o Governo do Estado organizou um concurso, aberto à participação de artistas brasileiros e estrangeiros que apresentaram projetos e maquetes expostas no Palácio das Indústrias. O projeto vencedor foi o do artista italiano Ettore Ximenes, que teve seu projeto original alterado com a inclusão de episódios e personalidades vinculados ao processo da independência, tais como: a Revolução Pernambucana de 1817, a Inconfidência Mineira de 1789, as figuras de José Bonifácio de Andrada e Silva, Hipólito da Costa, Diogo Antonio Feijó e Joaquim Gonçalves Ledo. O monumento ainda incompleto foi inaugurado em 7 de setembro de 1922, sendo concluído quatro anos depois.


A placa de mármore com o nome do arquiteto foi colocada em 1932.








Abaixo um desfile da Força Pública de São Paulo, nos anos 1920.


As paradas militares de 7 de setembro passavam por este caminho, do museu ao monumento. Atualmente ocorrem no sambódromo, o que é no mínimo curioso.












Durante a Revolução de 32, o voluntário Sebastião Buck Tocalino posa na frente do monumento. Abaixo uma imagem da oficialidade da Força Pública em 1931 no mesmo local.






Em 1953 começou a ser construída a cripta onde seriam depositados os despojos da Imperatriz Leopoldina em 1954. Em 1972, consolidou-se a sua sacralização com a vinda dos despojos de D. Pedro I e posteriormente dos restos mortais de D. Amélia em 1984.



Um marco das comemorações de 1922 completamente abandonado e vandalizado.


Abaixo algumas medalhas e objetos comemorativos que fazem alusão ao Monumento da Independência. Uma medalha comemorativa do Centenário da Independência em prata, e um relógio que foi comercializado na mesma ápoca.



A medalha de prata entregue em 1972 aos que fizeram parte da organização das comemorações do Sesquicentenário da Independência.













